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Sessão do grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP - «Bolor», de Augusto Abelaira, 21 de Junho de 2018, das 18:30h às 20:00h
Notícia maio. 2018

  • Em Junho, dia 21, abordamos uma obra de Augusto Abelaira, «Bolor», também existente [Clube EDP #8520] no catálogo da nossa Biblioteca.

Caros Associados,

Senhora de um notável domínio da língua e da literatura portuguesas, Natália Correia publicou o romance «A Madona» em 1968, numa surpreendente atualidade face à onda libertadora desse mítico Maio na Europa, de que Portugal se afastava irremediavelmente. Como o próprio título indicia, há uma personagem central feminina, base de processos narrativos em torno do autoconhecimento, do desenvolvimento e expansão de relações com o seu “eu”, incluindo o próprio corpo feminino, e com a ampliação do respetivo universo de relações sociais, uma vez rompida a proteção, que é também, sempre, uma forma de prisão, em relação à (ir)realidade mais próxima, familiar e regional, partindo em descoberta voraz de outros ambientes sociais e mentalidades, mas também, em choque, do acre sabor da realidade e da complexidade e consequências dos sentimentos e da condição humana, de caminho revelando muitas diferenças entre as sociedades portuguesa e europeia de então – e evocando, em desafio, a nossa imaginação e crítica, em exercício de comparação com a evolução até ao presente e ao que se perspetiva no futuro.

Além do estilo, numa escrita elaborada mas genuína e substancial, do vocabulário enriquecedor e da bem conseguida trama, há toda uma arrojada viagem simultaneamente geográfica e íntima, a ponto de se identificar uma vertente autobiográfica, bem como a afirmação de um princípio matriarcal patente noutras obras e na intervenção intelectual e cívica da Escritora. Embora datado, como também o eram os tempos em que Portugal teimava ensimesmar-se, este livro valeu muito a pena ler, tal como as interpretações, partilhas e evocações da sessão anterior do nosso grupo, 50 anos após o «Maio de 68».

Em Junho, dia 21, abordamos uma obra de Augusto Abelaira, «Bolor», também existente [Clube EDP #8520] no catálogo da nossa Biblioteca.

Para o 2º semestre, propomos um planeamento “a médio prazo”:

  • Julho - «As memórias de um espírito», de Germano Almeida
  • Setembro - «O rasto do jaguar», de Murilo de Carvalho
  • Outubro - «Dom Quixote», de Cervantes [Clube EDP #1080/1/2] (temos ainda “Novelas exemplares” [Clube EDP #10909])
  • Novembro - Um rei na manga de Hitler, de José Goulão
  • Dezembro - Tanta gente, Mariana, de Maria Judite de Carvalho [Clube EDP #7281].

Os nossos encontros de Leitura, em regra à 3ª quinta-feira de cada mês, às 18:30h, realizam-se na Av. Defensores de Chaves, 4C, Delegação de Lisboa do seu Clube do Pessoal EDP!

Sessão do grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP - «A Madona», de Natália Correia, 29 de Maio de 2018, das 18:30h às 20:00h
Notícia maio. 2018

  • Este mês de Maio, maduro Maio, voltamos à literatura portuguesa e escolhemos, de Natália Correia, o romance «A Madona».

Caros Leitores, Colegas e Sócios do Clube do Pessoal EDP

Em Abril refletimos sobre «Uma noite em Lisboa», obra de Erich Maria Remarque, de 1963 mas sobrevoando o ambiente alfacinha em plena Segunda Guerra Mundial, pretexto e primeiro plano para um enredo impressionante sobre o terrífico cenário a que a Europa estava então submetida.

Para desanuviar, pesem embora a qualidade e o interesse do livro, bem como o prodígio narrativo do Autor e as suculentas partilhas de interpretações e referências, terminámos a sessão a ler poemas alusivos à liberdade, à democracia, à cidadania, aos sonhos e à alegria, revivendo e celebrando o espírito da Revolução dos Cravos e a esperança de paz, de harmonia e de felicidade no mundo: Sophia de Mello Breyner, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Alegre, Ary dos Santos, entre outros Poetas, serviram-nos de inspiração. Ah… e ainda tivemos um breve momento musical, interpretado à flauta por um dos participantes: o trecho final da 9ª Sinfonia de Beethoven, a Ode à Alegria, hino da Europa!

Este mês de Maio, maduro Maio, voltamos à literatura portuguesa e escolhemos, de Natália Correia, o romance «A Madona». Publicado no ano mítico de 1968, faz jus aos anseios de libertação, então pulverizados nos ventos europeus, mas referindo-se muito em especial no oprimido universo feminino do Portugal interior de há 50 anos.

Vamos ter uma sessão bem intensa, com certeza. Quer também participar?

Obrigado, boas leituras e até dia 29, na Av. Defensores de Chaves, 4C, Delegação de Lisboa do Clube do Pessoal EDP!

Na próxima quinta-feira, 19, a nossa comunidade de leitura tem encontro marcado com um Autor de renome, Erich Maria Remarque, e uma obra com afinidades a Portugal, «Uma noite em Lisboa», de 1963.
Notícia mar. 2018

  • A nossa comunidade de leitura tem encontro marcado com um Autor de renome, Erich Maria Remarque, e uma obra com afinidades a Portugal, «Uma noite em Lisboa», de 1963.

Em Abril, leituras mil.

Na próxima quinta-feira, 19, a nossa comunidade de leitura tem encontro marcado com um Autor de renome, Erich Maria Remarque, e uma obra com afinidades a Portugal, «Uma noite em Lisboa», de 1963.

O tema faz lembrar o de outras prodigiosas tramas, reais ou ficcionadas, incluindo o filme «Casablanca», remetendo para o importante papel de Lisboa como placa giratória ou fiel depositária de pessoas, segredos, negócios, espionagens, políticas e diplomacias, durante a Segunda Guerra Mundial, a poder da posição geográfica e do estatuto de neutralidade.

Do Autor, o catálogo da nossa Biblioteca tem vários livros, que podem ser requisitados pelos Sócios:

  • A oeste nada de novo, # 196
  • Tempo para amar e tempo para morrer, # 232
  • Desenraizados, # 575
  • Arco do triunfo, # 4722
  • O obelisco preto, # 5437
  • A centelha da vida, # 5924
  • O céu não tem favoritos, # 7588
  • Uma noite em Lisboa, # 7710

Aproveitaremos a sessão para algumas partilhas de referências e preferências em torno dos temas da Liberdade e da Cidadania, atenta a proximidade da comemoração da Revolução dos Cravos.

Nas reuniões seguintes, apreciaremos: Maio, «A Madona», de Natália Correia; Junho: «Bolor», de Augusto Abelaira.

Das nossas leituras anteriores, «Húmus», de Raul Brandão, e «A tia Júlia e o escrevedor», de Mário Vargas Llosa, resultaram interessantes reflexões sobre a literatura, porventura a melhor forma de sonho acordado, e a vontade de repetir estes Escritores em futuras sessões do nosso grupo de leitura, atentas as qualidades reveladas e intuídas na mestria das respetivas escritas: Brandão é profundo conhecedor dos meandros da alma e da condição humana, bem como da natureza e identidade portuguesas; Llosa pela imaginação expressa em múltiplos episódios que muito enriquecem esta narrativa autobiográfica. No caso de «Húmus», comparando os textos das diferentes versões da obra, em registo diarístico, interpelativo e filosófico, impõe-se reconhecer a grandeza literária e metafísica de um notável pensador, a vários títulos percursor e nome maior na literatura portuguesa do século XX.

Até dia 19, quinta-feira, às 18:30h, na Av. Defensores de Chaves, 4C, Delegação de Lisboa do seu Clube do Pessoal EDP – e tal como a Primavera e as andorinhas, também a Poesia é bem-vinda!

Sessão do grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP - «Húmus», de Raul Brandão, 1 de Março de 2018, das 18:30h às 20:00h
Notícia fev. 2018

  • Para a próxima sessão, escolhemos «Húmus», de Raul Brandão, obra literária de classificação complexa mas com lugar ímpar na literatura portuguesa. Requisite este e outros livros da nossa Biblioteca e participe nos encontros e partilhas do grupo de leitura.

Estimados Leitores, Associados e Colegas,

Começámos o ano 2018 com uma feliz revisitação aos clássicos: lemos várias obras, como «Anfitrião», de Plauto, «Electra» e «Medeia», de Eurípides, «Prometeu», de Ésquilo, ou «Antígona» e «Édipo Rei», de Sófocles, além de poesia com afinidades ao tema do mês, a cultura clássica greco-latina. A dramaturgia grega deixou legados perenes: “tragédia”, se acaba mal; “comédia”, se termina em bem. Além de bons e radicais enredos, aprendemos muito sobre a vida social, política, judicial, religiosa daquelas comunidades, uma enciclopédia de emoções e atitudes humanas, porventura intemporais – a tecnologia, as organizações e as leis mudaram muito; a consciência e os valores humanos, quase nada…

Estas leituras e tanta simbologia oferecem poderosas lições de antigos e geniais fundadores da cultura europeia, inexoráveis pesquisadores da alma dos seres humanos e profundos conhecedores da natureza e da condição humana. Por isso mesmo, estas obras fizeram escola e inspiraram as artes, a filosofia e as ciências ao longo de “26 séculos” – por referência a uma célebre antologia de poesia organizada por Jorge de Sena. Também partilhámos a leitura de poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen, porventura Autora da mais sensível, luminosa e poética tradução de «Medeia» e insigne cultora das letras e do pensamento da Grécia antiga.

Para a próxima sessão, escolhemos «Húmus», de Raul Brandão, obra literária de classificação complexa mas com lugar ímpar na literatura portuguesa. É também forma de homenagear o Escritor, nascido há 150 anos, e assinalar o centenário da publicação da obra. O tempo vai decorrendo, é bom cotejar o que vemos e fazemos hoje com o legado respeitável que recebemos das nossas letras, para nos inspirar a ser melhores e mais exigentes com o que nos rodeia, e para uma fruição interessante e enriquecedora da literatura, das artes e da vida em geral. Requisite este e outros livros da nossa Biblioteca e participe nos encontros e partilhas do grupo de leitura. Até dia 1 de Março, quinta-feira, às 18:30h, na Av. Defensores de Chaves, 4C, Delegação de Lisboa do seu Clube do Pessoal EDP!

Sessão do grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP - Teatro grego clássico, dia 18 de Janeiro de 2018, das 18:30h às 20:00h
Notícia jan. 2018

  • Sessão 18 Janeiro de 2018, das 18:30h às 20:00h - Teatro grego clássico

Da sessão anterior, realizada em vivo espírito natalício de sã confraternização e partilha, incluindo a leitura de poemas da Quadra Festiva, procurámos saber quem investiria, e até que ponto, na pesquisa de um irmão desconhecido, como Francisco Buarque de Hollanda ensaiou no romance «O irmão alemão», também muito autobiográfico, de escrita bem ritmada e bem-humorada como as canções que celebrizaram o notável compositor brasileiro, mais conhecido por Chico Buarque. Estimados Leitores, Associados e Colegas,

Novo Ano, Vita Nuova? Bem... fazemos também votos de Feliz 2018 mas ainda não é este mês que deitamos o dente a Dante e ao advento da sua bem amada Beatriz, admirável narrativa romanceada e autobiográfica, porventura anunciação da Comédia, mais tarde adjetivada como Divina, verdadeiro monumento literário e opus magnum de Alighieri, escrita em toscano, em vez do omnipresente latim, mas reencontrando os heróis, os mitos e os soberbos poemas do mundo clássico greco-romano, fundamentos culturais da Europa, ainda hoje tão influentes no mundo inteiro.

Para bem iniciar mais uma época do grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP e considerando o espírito do Ano Europeu do Património Cultural, para o próximo dia 18 de Janeiro propomos uma visita ao fascínio intemporal do teatro grego, na boa companhia de Sófocles, Eurípides, Ésquilo, Aristófanes... aliás, outros génios das letras clássicas também serão bem vindos, incluindo Atenienses de todo o mundo, como Virgílio, Horácio, Homero, Safo, Hipácia, Plauto, Séneca, Terêncio ou...

Da sessão anterior, realizada em vivo espírito natalício de sã confraternização e partilha, incluindo a leitura de poemas da Quadra Festiva, procurámos saber quem investiria, e até que ponto, na pesquisa de um irmão desconhecido, como Francisco Buarque de Hollanda ensaiou no romance «O irmão alemão», também muito autobiográfico, de escrita bem ritmada e bem-humorada como as canções que celebrizaram o notável compositor brasileiro, mais conhecido por Chico Buarque.

Obrigado, bom ano e até dia 18, na Av. Defensores de Chaves, 4C, Delegação de Lisboa do Clube do Pessoal EDP!

Sessão do grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP - «O irmão alemão», de Francisco Buarque de Hollanda, dia 14 de Dezembro, das 18:30h às 20:00h
Notícia nov. 2017

  • «O irmão alemão», romance de Francisco Buarque de Hollanda.

Na sessão anterior celebrámos com poesia os 7 anos de atividade como grupo de leitura. Em partilha irrepetível, brindámos a todos os leitores. Debatemos «O Gigante Enterrado», obra do mais recente Prémio Nobel da Literatura, Kazuo Ishiguro. Caros Colegas e Associados,

Para a nossa leitura do mês de Dezembro, escolhemos «O irmão alemão», romance de Francisco Buarque de Hollanda. Chico Buarque é um dos nomes maiores da Música Popular Brasileira, mas afirma-se cada vez mais no panorama da prosa, com cinco romances e um acervo já assinalável no teatro, conto, libretos e parcerias diversas, para além de tantos e tão admiráveis poemas, substância de canções celebradas nas duas margens do Atlântico.

Na sessão anterior celebrámos com poesia os 7 anos de atividade como grupo de leitura. Em partilha irrepetível, brindámos a todos os leitores. Debatemos «O Gigante Enterrado», obra do mais recente Prémio Nobel da Literatura, Kazuo Ishiguro. O livro gerou interpretações diversas, talvez por recorrer a diferentes referenciais literários (Shakespeare, Cervantes, Tolkien) e a temas fortes da ficção: história e lenda, memória e esquecimento, tempo e eternidade, amor e esperança, enfim, reflexões sobre a alma, a natureza e a condição dos seres humanos, do sortilégio da vida e da imprevisibilidade social. Assim, em são ambiente convivial, vale bem a pena discordar construtivamente e aprender em partilha de saberes, sensibilidades e expectativas. Consensual foi a ideia de ler mais obras deste Autor.

Prestes a terminar o ano, preparamos o próximo com um programa de leituras que reúne várias sugestões dos participantes, respeitando a diversidade e procurando um fio condutor por entre géneros, temas, disponibilidade das obras, reconhecimento e proveniência dos Autores. 2018 é Ano Europeu do Património Cultural, pretexto para revisitar textos fundadores da literatura europeia, mas também acolhemos outras afinidades, efemérides, inspirações.

Eis a nossa proposta:

  • Janeiro: Teatro grego clássico: Sófocles, Eurípides, Ésquilo, Aristófanes;
  • Fevereiro: «Húmus», de Raúl Brandão;
  • Março: «A Tia Júlia e o escrevedor», de Mário Vargas Llosa;
  • Abril: «Uma noite em Lisboa», de Erich Maria Remarque;
  • Maio: «A Madona», de Natália Correia;
  • Junho: «Bolor», de Augusto Abelaira.

As obras referidas acima fazem parte do catálogo da Biblioteca do Clube do Pessoal EDP – Delegação de Lisboa, para livre fruição dos Sócios; podem ser requisitadas na secretaria, Av. Defensores de Chaves, 4C, ou através dos serviços de itinerância. Boas leituras.

Sessão do grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP - «O gigante enterrado», de Kazuo Ishiguro, dia 23 de Novembro, das 18:30h às 20:00h
Notícia nov. 2017

  • Para celebrar, mais leituras, partilhas, boas histórias e um Prémio Nobel: no dia 23 de Novembro, vamos ler «O Gigante Enterrado», obra do mais recente laureado, Kazuo Ishiguro.

O mês passado, trouxe uma boa colheita das letras lusas: «Seara de vento», de Manuel da Fonseca, registo maior do neorrealismo que atravessou duras épocas da ruralidade em Portugal. A obra chegou a ser anunciada como “Tempo de lobos”, mas coincidiu com o lançamento de «Quando os lobos uivam», de Aquilino Ribeiro – já eram muitos “lobos”, porventura demasiados para aqueles tempos difíceis. Caríssimos Leitores,

Aí está o 7º aniversário do grupo de leitura do Clube do Pessoal. Indicadores: 72 sessões, 74 Autores, 77 livros – por vezes temos mais do que uma obra para leitura do mês.

Ao longo destes 7 anos, percorremos vários géneros literários, diferentes épocas e uma diversidade de Autores, com primazia (70%) para a literatura de língua portuguesa.

Para celebrar, mais leituras, partilhas, boas histórias e um Prémio Nobel: no dia 23 de Novembro, vamos ler «O Gigante Enterrado», obra do mais recente laureado, Kazuo Ishiguro.

Em Dezembro, dia 14, analisaremos um romance de Francisco Buarque de Hollanda, «O irmão alemão». Com Chico Buarque, viajamos às literaturas lusófonas e latino-americanas, a que tentaremos dedicar mais atenção. Mas 2018 é Ano Europeu do Património Cultural, pelo que a expressão literária da Europa estará bem presente nesta persistente comunidade de leitura.

O mês passado, trouxe uma boa colheita das letras lusas: «Seara de vento», de Manuel da Fonseca, registo maior do neorrealismo que atravessou duras épocas da ruralidade em Portugal. A obra chegou a ser anunciada como “Tempo de lobos”, mas coincidiu com o lançamento de «Quando os lobos uivam», de Aquilino Ribeiro – já eram muitos “lobos”, porventura demasiados para aqueles tempos difíceis. Por isso e por consideração para com Aquilino, o nosso Autor prescindiu do título inicial, conforme explicou num delicioso posfácio, já depois do 25 de Abril. Outra prova de humanismo, sensibilidade e delicadeza de Manuel da Fonseca é a sua poesia, de que lemos em voz alta algumas preciosidades, como a «Marcha de Almadanim», do poema “Mataram a tuna”, e “Maria Campaniça”, de que ouvimos a declamação gravada por Maria Barroso. Foi uma sessão memorável.

Todos os livros referidos acima fazem parte do nosso catálogo e podem ser requisitados pelos Sócios do Clube do Pessoal EDP, junto da secretaria da Delegação de Lisboa, na Av. Defensores de Chaves, 4C, ou através dos serviços de itinerância. Boas leituras.

Sessão do grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP - «O gigante enterrado», de Kazuo Ishiguro, dia 23 de Novembro, das 18:30h às 20:00h
Notícia out. 2017

  • «Seara de vento», de Manuel da Fonseca, dia 26 de Outubro, das 18:30h às 20:00

No mês passado apreciámos «O pintassilgo», de Donna Tartt, romance premiado, recheado de surpresas e de intensidade narrativa, a partir de uma intrincada e bem urdida teia de personagens e suas relações, numa sucessão de factos inesperados, suscitando aos leitores bons motivos de interesse e gratificação – mas também nos despontou curiosidade sobre a pintura flamenga do século XVII, em especial acerca de um fascinante óleo sobre madeira assinado por Carel Fabritius, apontado como discípulo de Rembrandt e mestre de Vermeer, também comparado a outro genial pintor, o veneziano Jacopo de Barbari. Caros Leitores e Sócios do Clube do Pessoal,

O trigo, rei dos cereais, é um pilar da nutrição humana desde há milénios e a sua importância alimentar mantém plena atualidade, comparando superiormente com as mais poderosas fontes de energia e proteínas. Por isso, o trigo desempenha um papel fundamental nas sociedades, hoje e ao longo da história das civilizações, para o bem e para o mal, como tantas outras riquezas materiais. Simboliza a sobrevivência e a abundância, o bem-estar e a paz, amiúde sendo idolatrado, sacralizado ou divinizado – através do grão, da espiga ou do pão, simboliza, aliás, a própria sacralização, em muitos credos e práticas ou confissões religiosas, protagonizando rituais, liturgias, celebrações.

O impacto social do trigo, dos cereais ou do pão, tem sido objeto de múltiplas formas de arte e, bem assim, de mitos, lendas e inumeráveis narrativas, de tradição oral ou literárias. Para a leitura deste mês, a literatura portuguesa oferece-nos «Seara de vento», de Manuel da Fonseca, impressivo drama de lutas sociais, disputas de poder e sequelas individuais ou familiares, em torno do sortilégio deste alimento extraordinário, motivo de mais um encontro do grupo de leitura, em vésperas do seu 7º aniversário. Leia o livro e faça-nos boa companhia, a 26 de Outubro, das 18:30h às 20:00h, na Delegação de Lisboa do Clube do Pessoal EDP, Av. Defensores de Chaves, 4C.

No mês passado apreciámos «O pintassilgo», de Donna Tartt, romance premiado, recheado de surpresas e de intensidade narrativa, a partir de uma intrincada e bem urdida teia de personagens e suas relações, numa sucessão de factos inesperados, suscitando aos leitores bons motivos de interesse e gratificação – mas também nos despontou curiosidade sobre a pintura flamenga do século XVII, em especial acerca de um fascinante óleo sobre madeira assinado por Carel Fabritius, apontado como discípulo de Rembrandt e mestre de Vermeer, também comparado a outro genial pintor, o veneziano Jacopo de Barbari. O quadro em apreço, homónimo e inspirador do livro, pode ser visto no Museu Mauritius, na Holanda, tem dimensões modestas mas apresenta domínio técnico e sensibilidade singulares, com um pássaro acorrentado à parede que nos interpela com a dignidade, o brilho e a dourada altivez de um ser intrinsecamente livre.

Consulte o catálogo da biblioteca do Clube, disponível na internet, requisite livros, participe nas sessões do grupo de leitura e partilhe a aventura de ler, aprender e comentar em são convívio pós-laboral. Até dia 26.

Sessão do grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP - «O Pintassilgo», de Donna Tartt, dia 21 de Setembro, das 18:30h às 20:00h
Notícia setembro 2017

  • «O Pintassilgo», de Donna Tartt, dia 21 de Setembro, das 18:30h às 20:00h

O encontro de Julho do grupo de leitura foi dedicado à obra de teatro «O judeu», de Bernardo Santareno. A peça é a dramatização da vida breve, do injusto processo inquisitorial e da atroz condenação à fogueira de António José da Silva, cristão-novo conhecido como «O judeu». Na sessão, foi realçada a criativa alusão ao regime sob a ditadura do Estado Novo, que a literatura, o teatro e outras artes procuravam, também, denunciar, tantas vezes a custo e a contas com a censura. Além da análise do texto, muito completo quanto à estrutura narrativa, pesquisa historiográfica e indicações precisas respeitantes à encenação, partilhámos impressões sobre outras leituras com afinidade ao autor, a António José da Silva Estimados Leitores e Associados,

O encontro de Julho do grupo de leitura foi dedicado à obra de teatro «O judeu», de Bernardo Santareno. Na realidade, o Autor chamava-se António Martinho do Rosário, de Santarém, médico especializado em psiquiatria. A peça é a dramatização da vida breve, do injusto processo inquisitorial e da atroz condenação à fogueira de António José da Silva, cristão-novo conhecido como «O judeu». Na sessão, foi realçada a criativa alusão ao regime sob a ditadura do Estado Novo, que a literatura, o teatro e outras artes procuravam, também, denunciar, tantas vezes a custo e a contas com a censura. Além da análise do texto, muito completo quanto à estrutura narrativa, pesquisa historiográfica e indicações precisas respeitantes à encenação, partilhámos impressões sobre outras leituras com afinidade ao autor, a António José da Silva (dramaturgo também homenageado por Camilo Castelo Branco, num magnífico romance histórico publicado em 1866) e ao tema, nomeadamente com referências ao estabelecimento do Tribunal Inquisição (há um estudo excelente de Alexandre Herculano) e à abolição da pena de morte, em que Portugal foi pioneiro há 150 anos.

Aproveitando o tempo das férias de Verão, escolhemos uma leitura de fôlego para a sessão de 21 de Setembro: «O pintassilgo», livro que mereceu o prémio Pulitzer 2014 a Donna Tartt e tem merecido excelentes críticas e enorme aceitação dos leitores – o livro integra o acervo do Clube do Pessoal EDP e poderá ser requisitado nos termos habituais, mediante disponibilidade, bem assim como inúmeras outras obras literárias ao dispor dos Sócios.

Faça-nos companhia e participe também na escolha das nossas próximas leituras. Marcamos encontro para dia 21, das 18:30h às 20:00h, nas instalações da Delegação de Lisboa do seu Clube do Pessoal EDP, na Av. Defensores de Chaves, 4A. Além do catálogo da nossa Biblioteca, temos um programa de troca de livros, no âmbito do grupo de leitura e de que poderá também usufruir: «Leve um livro, deixe outro».

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