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Sessão do grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP - «O Judeu», de Bernardo Santareno, dia 20 de Julho, das 18:30h às 20:00h
Notícia julho 2017

  • "O Judeu", de Bernardo Santareno

Em Junho, tivemos «Gaivotas em terra», quase-romance de David Mourão-Ferreira em quatro novelas que percorrem a Lisboa dos anos 50, em ambientes variados mas geralmente centrados no feminino, universo predileto da ficção e da poesia do Autor. Aliás, sob inspiração da notável exposição de pintura «LuzNuFeminino», de Carlos Vaz, patente no Espaço Arte Aníbal Afonso, onde reunimos, ainda se declamou poesia admirável de um sonetista maior, David Mourão-Ferreira, também talentoso Autor de muitos Fados cantados por Amália. Estimados Leitores e Associados, O nosso próximo encontro, a 20 de Julho, é sobre teatro: «O judeu», de Bernardo Santareno!

Na realidade, o Autor chamava-se António Martinho do Rosário, de Santarém, médico especializado em psiquiatria. A narrativa centra-se na vida breve, no injusto processo inquisitorial e na atroz condenação de António José da Silva, cristão-novo conhecido como «O judeu».

A intensidade dramática, porém, não ofusca outra mensagem, tão ou mais importante que a história ficcionada de mais esta vítima do fanatismo e do preconceito religioso que avassalou o Portugal de então, às mãos da Inquisição e da fragilidade do poder temporal; bem pelo contrário, densifica o “estado a que chegou” o País sob a ditadura do Estado Novo. Senão vejamos: «No meu País quem governa é o medo! Os olhos e os ouvidos do medo crescem e multiplicam-se por toda a parte: nem o pai, nem a mãe, nem a esposa, nem o irmão servem de porto abrigado; […] Na Europa civilizada, Portugal é a fortaleza do medo, espiões e polícias, os seus alicerces e guarda!» Na peça, esta “deixa” é atribuída a Cavaleiro de Oliveira (Lisboa, 21 de Março de 1702 - Hackney, Reino Unido, 18 de Outubro de 1783) mas em poderosa alusão ao regime salazarento, que a literatura, o teatro e outras artes procuravam, também, denunciar, tantas vezes a custo e a contas com a censura.

No âmbito das nossas sessões, outras leituras com afinidade à obra escolhida são muito bem vindas. No caso presente, «O judeu», de Camilo Castelo Branco, bibliografia de e sobre Bernardo Santareno ou obras do próprio António José da Silva, por exemplo, constituirão mais valia de informação e preciosos elementos de interpretação do texto e do contexto em apreço.

Em Junho, tivemos «Gaivotas em terra», quase-romance de David Mourão-Ferreira em quatro novelas que percorrem a Lisboa dos anos 50, em ambientes variados mas geralmente centrados no feminino, universo predileto da ficção e da poesia do Autor. Aliás, sob inspiração da notável exposição de pintura «LuzNuFeminino», de Carlos Vaz, patente no Espaço Arte Aníbal Afonso, onde reunimos, ainda se declamou poesia admirável de um sonetista maior, David Mourão-Ferreira, também talentoso Autor de muitos Fados cantados por Amália.

Para as férias de Verão, temos uma leitura de fôlego, oportunamente planeada para a sessão de Setembro: «O pintassilgo», livro que mereceu o prémio Pulitzer 2014 a Donna Tartt. E depois, de Outubro a Dezembro, o que vamos ler? Prepare-se, ponha as leituras em dia e participe: ideias, opiniões, troca de impressões, análise e sugestões de mais leituras, mais o gosto de conviver, eis o que o que todos podemos oferecer ao grupo de leitura – e ser reciprocamente brindados.

Obrigado e até dia 20, das 18:30h às 20:00h, na Delegação de Lisboa do seu Clube do Pessoal EDP, Av. Defensores de Chaves, 4.

Sessão do grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP - «Gaivotas em terra», de David Mourão-Ferreira, dia 22 de Junho, das 18:30h às 20:00h
Notícia junho 2017

  • "Gaivotas em Terra", de David Mourão-Ferreira

Da sessão de Maio guardamos excelente impressão: «Amadeo», biografia romanceada de Amadeo de Souza-Cardoso, valeu a Mário Cláudio o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores – e com todo o mérito, pela oportuna homenagem ao genial Artista e pela escrita valiosa, a um tempo inventiva e rigorosa, estabelecendo laços cativantes entre a vida genial do Pintor biografado e os cenários e paisagens, conferindo ou realçando um espírito dos lugares, tão relevantes e personalizados como as suas personagens, verdadeiras ou ficcionais, referenciando-se ainda nas outras igualmente recomendáveis obras da «trilogia da mão»: «Guilhermina» e «Rosa». Estimados Leitores e Sócios do Clube do Pessoal EDP, «Onde existem, aliás, as histórias que surgem do nada?»

A interrogativa pertence a David Mourão-Ferreira em prefácio a que renunciaria, precisamente à segunda edição do volume «Gaivotas em Terra». Bem anuncia a teia de referências e antecedências, supostas ou pressupostas, reais ou virtuais, entre as quatro novelas extensas e substanciosas, porventura constituintes de um verdadeiro romance, tal a articulação entre si das quatro narrativas unidas por Lisboa, talvez a personagem principal, e entrelaçadas por amores que se cruzam em histórias e épocas diversas, ao longo das quatro estações, fases da lua e classes sociais percorridas por outras tantas ficções.

Esta obra, por sinal distinguida com o Prémio Ricardo Malheiros, atribuído pela Academia das Ciências de Lisboa em 1959, faz também contraponto – por vezes, paralelo – com «Os Quatro Cantos do Tempo», livro de poesia onde primeiro e tão bem se afirmou este nosso Autor de Junho.

Alfacinha, professor universitário de Teoria da Literatura, David Mourão-Ferreira escreveu páginas admiráveis no ensaio, na dramaturgia e como ficcionista, mas celebrizou-se na crítica, na edição, na tradução, na divulgação cultural, na poesia, nos fados cantados também por Amália e Camané – e, muito, pela sua paixão por Lisboa, afinal uma aldeia, consta-se…

Da sessão de Maio guardamos excelente impressão: «Amadeo», biografia romanceada de Amadeo de Souza-Cardoso, valeu a Mário Cláudio o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores – e com todo o mérito, pela oportuna homenagem ao genial Artista e pela escrita valiosa, a um tempo inventiva e rigorosa, estabelecendo laços cativantes entre a vida genial do Pintor biografado e os cenários e paisagens, conferindo ou realçando um espírito dos lugares, tão relevantes e personalizados como as suas personagens, verdadeiras ou ficcionais, referenciando-se ainda nas outras igualmente recomendáveis obras da «trilogia da mão»: «Guilhermina» e «Rosa».

Eis mais algumas boas razões para uma consulta ao catálogo da biblioteca do Clube do Pessoal da nossa Empresa e fica o nosso convite à participação e partilha de leituras, na Delegação de Lisboa, Av. Defensores de Chaves, 4.

Sessão do grupo de leitura: dia 25 de maiio de 2017, das 18:30h às 20:00h, "Amadeo", de Mário Cláudio
Notícia maio 2017

  • "Amadeo", de Mário Cláudio

Da sessão anterior, sobre «Os hereges», do escritor cubano Leonardo Padura – e não espanhol, como se indicou o mês passado, por lapso – confirmou-se a mais valia da escrita e da investigação, mas também da inventiva que prende o Leitor até ao fim, como é bom que aconteça, oferecendo igualmente apontamentos autênticos sobre a realidade social do seu país, Cuba. Estimados Leitores e Associados, Dia 25 de Maio temos novo encontro do nosso grupo de leitura, desta vez sobre um livro de Mário Cláudio, «Amadeo», biografia romanceada de Amadeo de Souza-Cardoso, obra que em 1984 venceu o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores e pode requisitar-se na biblioteca do Clube do Pessoal EDP.

Na realidade, a escolha inicial – «Tiago Veiga», mais recente e de maior fôlego, também em formato biográfico, mas ainda mais ficção – revelou-se difícil de obter nas bibliotecas, justificando a decisão de alterar o livro a apreciar nesta sessão; no entanto, são bem-vindas partilhas de quem leu esta ou outras obras do mesmo Autor, enriquecendo as nossas leituras e análises, à semelhança de muitas ocasiões.

O livro deste mês integra a «Trilogia da mão», em que Mário Cláudio aborda também o percurso de vida e obra da violoncelista Guilhermina Suggia – executante precoce e genial que revolucionou a adoção do violoncelo por mulheres e desencadeou a sua aceitação nas orquestras europeias – e de Rosa Ramalho, mestra de olaria que elevou o estatuto do artesanato português e a individualizou criativamente nas artes populares da louça, da cerâmica e do barro. No conjunto dos três livros, Mário Cláudio tece também outras histórias além dos “retratados”, ligando-os por criativos fios de magia narrativa e literária, romanceando habilmente o contexto cultural nortenho na génese dos três Artistas biografados.

Da sessão anterior, sobre «Os hereges», do escritor cubano Leonardo Padura – e não espanhol, como se indicou o mês passado, por lapso – confirmou-se a mais valia da escrita e da investigação, mas também da inventiva que prende o Leitor até ao fim, como é bom que aconteça, oferecendo igualmente apontamentos autênticos sobre a realidade social do seu país, Cuba.

Participe e partilhe com o grupo de leitura as suas ideias, opiniões, perplexidades ou, pura e simplesmente, o gosto de conviver, em contexto cultural, com outros Colegas de trabalho e do Clube do Pessoal da sua Empresa, na Delegação de Lisboa, Av. Defensores de Chaves, 4.

Sessão do grupo de leitura: dia 20 de Abril de 2017, das 18:30h às 20:00h, "Os Hereges", de Leonardo Padura
Notícia abr 2017

  • "Os hereges", de Leonardo Padura

Quanto à sessão anterior, sobre «O rebate», de J. Rentes de Carvalho, mereceu a melhor vivacidade convivial que tem caracterizado estes encontros desde há mais de seis anos. A análise da obra e os momentos de leitura em voz alta foram oportunamente complementados com referências à realidade portuguesa, quer a do interior do País, sobretudo até ao 25 de Abril de 1974, quer na sua perspetivação literária, comparando com o modo como vários Autores, de prosa e de poesia mas também de outras formas de expressão artística, lidaram criticamente com os reconhecidos problemas, a nível económico, social e de mentalidades, bem como no que respeita ao caminho percorrido até aos dias de hoje na superação de preconceitos, dificuldades, ignorâncias, violências, confronto de gerações e de culturas entre quem parte, fica, regressa ou chega – e no que falta percorrer. Prezados Leitores e Sócios do Clube do Pessoal,

Este mês vamos partilhar análises, interpretações, comentários, opiniões e leituras sobre «Os hereges», de Leonardo Padura.

Em grego antigo, «heresia» significava preferência, opinião política ou filosófica – e «hereges» seriam os seguidores de certa opção, corrente ou escola; mais tarde, passou a referir-se a partidários ou sectários e acabou por se endereçar especialmente aos primeiros cristãos, que vieram revolucionar as religiões estabelecidas; já na Idade Média, designava os que se afastavam da linha oficial do catolicismo; entretanto, hoje usa-se para exprimir a noção de alheamento, desobediência ou infração às normas, em qualquer domínio e não apenas no âmbito político, filosófico ou religioso – e muitas vezes em sentido virtuoso, isto é, o mérito de criticar, denunciar ou romper o sistema vigente, abrindo caminho a novas ou a outras ideias.

O escritor espanhol investigou vários episódios históricos da saga judaica, mas baseia a narrativa desta obra na viagem do “Saint Louis”, navio transatlântico de pavilhão alemão, construído no porto de Bremen e assim batizado em honra ao celebrado rei francês, Luís IX, promotor da sétima e da oitava cruzadas, no século XIII. A bordo, em 1939, iam mais de novecentos judeus, mas não foram admitidos em Cuba, Estados Unidos da América do Norte e Canadá, regressando à Europa. Os refugiados foram então distribuídos por vários países e cerca de um quarto perdeu a vida nos campos de concentração da Alemanha nazi. Na recuperação da história, há um quadro do século XVII, de Rembrandt…

Quanto à sessão anterior, sobre «O rebate», de J. Rentes de Carvalho, mereceu a melhor vivacidade convivial que tem caracterizado estes encontros desde há mais de seis anos. A análise da obra e os momentos de leitura em voz alta foram oportunamente complementados com referências à realidade portuguesa, quer a do interior do País, sobretudo até ao 25 de Abril de 1974, quer na sua perspetivação literária, comparando com o modo como vários Autores, de prosa e de poesia mas também de outras formas de expressão artística, lidaram criticamente com os reconhecidos problemas, a nível económico, social e de mentalidades, bem como no que respeita ao caminho percorrido até aos dias de hoje na superação de preconceitos, dificuldades, ignorâncias, violências, confronto de gerações e de culturas entre quem parte, fica, regressa ou chega – e no que falta percorrer.

Com a alavanca da literatura, abordamos também a vida e o mundo que nos rodeia, uma vez por mês, durante cerca de hora e meia após a jornada de trabalho – afinal, no Clube do Pessoal, desde sempre asseguramos um pedacinho do que hoje se designa por work-life balance.

O Clube do Pessoal EDP é feito por nós e para nós, com a camisola da excelência que sempre vestimos pela nossa Empresa. As nossas páginas, internet e facebook, têm mais informações, por exemplo sobre como ser Sócio e inscrever-se, quais os benefícios, atividades culturais e modalidades desportivas, os próximos livros escolhidos pelo grupo de leitura e muito mais.

Seja bem vindo, participe, faça parte, partilhe e usufrua desta iniciativa e de outras atividades desenvolvidas na Delegação de Lisboa, Av. Defensores de Chaves, 4.

Sessão do grupo de leitura: dia 16 de Março de 2017, das 18:30h às 20:00h, "O rebate", de José Rentes de Carvalho
Notícia mar 2017

  • "O rebate", de José Rentes de Carvalho

A “viagem” da sessão anterior, em torno de "Barranco de cegos", alegoria corajosa, a vários títulos genial, permitiu-nos também uma revisitação à vida e obra deste mestre do neo-realismo, através da participação do Filho do Escritor, o nosso Colega Eng. António Mota Redol, que nos acompanhou nas leituras e análises, esclarecendo e até revelando aspetos que só o ambiente convivial e intimista pode trazer à colação, também apresentando estudos e publicações de sua autoria e a quem, modesta mas reconhecidamente, oferecemos a declamação de poemas, incluindo alguns de Alves Redol. Prezados Leitores e Sócios

A sessão #65 do grupo de leitura, a realizar no próximo dia 16, visita um Escritor português que vive uma espécie de segunda era, com sucessivas reedições recentes da sua obra. É o caso do livro «O rebate», de 1971, mas “lançado” em Portugal em 2012. Texto complexo, na sua estruturação – e criticado por isso – mas também de uma notável simplicidade de meios, como só as melhores obras de arte nos oferecem. Neste livro, J. Rentes de Carvalho retrata a crua realidade antes do 25 de Abril de 1974 no interior trasmontano, onde tinha raízes familiares e também estudou. Para nós, do sector elétrico, poderá ter especial significado revisitar os ambientes físicos, sociais e culturais do Portugal rural antes do salto qualitativo de desenvolvimento económico que a eletrificação do território nacional promovida pela EDP, agora a comemorar 40 anos, assegurou ao País e aos portugueses.

O Autor cursou Línguas Românicas e Direito mas trabalhou como jornalista, no Brasil e na Holanda, antes de ensinar literatura numa Universidade holandesa. Teve de sair do País por razões políticas mas escreveu sempre, crónicas, ensaios, contos, romances, e hoje dedica-se em exclusivo à sua obra literária.

Participe connosco numa viagem no tempo, nas mentalidades e na literatura portuguesa.

A “viagem” da sessão anterior, em torno de "Barranco de cegos", alegoria corajosa, a vários títulos genial, permitiu-nos também uma revisitação à vida e obra deste mestre do neo-realismo, através da participação do Filho do Escritor, o nosso Colega Eng. António Mota Redol, que nos acompanhou nas leituras e análises, esclarecendo e até revelando aspetos que só o ambiente convivial e intimista pode trazer à colação, também apresentando estudos e publicações de sua autoria e a quem, modesta mas reconhecidamente, oferecemos a declamação de poemas, incluindo alguns de Alves Redol.

Assim contruímos um acervo cultural exclusivo, uma Quinta-feira por mês, na Delegação de Lisboa, Av. Defensores de Chaves, 4. Compareça, partilhe e comente leituras, usufrua – afinal o Clube do Pessoal EDP é feito por nós e para nós, com a camisola da excelência que sempre vestimos para a nossa Empresa.

No próximo dia 23 de Fevereiro, dedicaremos a sessão do grupo de leitura à obra "Barranco de cegos", de António Alves Redol
Notícia fev 2017

  • "Barranco de cegos", de António Alves Redol

Em Janeiro, percorremos várias obras de Teixeira Gomes: conto, novela, romance, teatro, epistolografia… num encanto de pesquisa, descoberta e vontade de saber mais, também sobre a extraordinária senda pessoal e política de tão interessante personagem. Cidadão culto, viajado e aventuroso, escritor de reconhecidas qualidades estéticas, em verdadeiras pinceladas impressionistas de observador sensível e atento, mas também diplomata e estadista singular. Estimados Leitores,

No próximo dia 23 de Fevereiro, dedicaremos a sessão do grupo de leitura à obra "Barranco de cegos", de António Alves Redol, título que faz parte da biblioteca do Clube do Pessoal EDP, Delegação de Lisboa, requisitável nas instalações da Av. Defensores de Chaves, 4, ou através dos serviços de itinerância por vários locais de trabalho. Haverá oportunidade, certamente, de apreciar também aspetos biográficos, do conjunto da obra e de circunstâncias várias da época de Alves Redol – saber como então era o Portugal do Neorrealismo pode ser muito interessante para compreendermos o que foi possível evoluir mas também o que ainda há a superar. Também em Fevereiro, dia 9, às 18:30h, teremos no Espaço-Arte Aníbal Afonso, onde habitualmente reunimos, a apresentação de um livro publicado por dois Colegas, Salvador Peres e João Coelho, intitulado «Está alguém desse lado?» – e estamos todos convidados a assistir.

Em Janeiro, percorremos várias obras de Teixeira Gomes: conto, novela, romance, teatro, epistolografia… num encanto de pesquisa, descoberta e vontade de saber mais, também sobre a extraordinária senda pessoal e política de tão interessante personagem. Cidadão culto, viajado e aventuroso, escritor de reconhecidas qualidades estéticas, em verdadeiras pinceladas impressionistas de observador sensível e atento, mas também diplomata e estadista singular. Renunciou ao cargo de Presidente da República em vésperas do pronunciamento militar de 1926 que abriria as portas à ditadura e ao Estado Novo. Exilado voluntariamente, não tornou a Portugal em vida e apenas se lhe conhece um visitante português: o jornalista Norberto Lopes, do Diário de Lisboa, entrevistou-o na Argélia para entender o embarque no “Zeus”, cargueiro (?!) a vapor de passagem por Lisboa na mesma semana da radical mudança de vida de Manuel Teixeira Gomes, aos 65 anos. Ficámos também a saber duas curiosidades: Bernardo Sassetti compôs um concerto inspirado em «Gente singular» e Eurico Carrapatoso escreveu a ópera «Sabina Freire», assim aliando a música a obras literárias do nosso Autor. Que mais descobriremos na próxima sessão do grupo de leitura do Clube do Pessoal? Venha também saber mais!

O Grupo retoma as atividades no próximo dia 19, quinta-feira, para abordar a intervenção literária de Manuel Teixeira Gomes
Notícia jan 2017

  • Manuel Teixeira Gomes, Presidente da República entre 1923 e 1925.

Como habitualmente, breves notas sobre a sessão anterior, bem intensa: percorreu-se o fio da nossa poesia trovadoresca, das Cantigas de Amigo e de Amor, com El Rei Dom Dinis e outros Autores, até aos tempos atuais, incluindo António Gedeão (Dia de Natal) e Natália Correia, mas também se ouviu poesia e música de Leonard Cohen e Bob Dylan, músicos premiados pela sua obra literária, respetivamente com o Prémio Príncipe das Astúrias para as Letras e o Prémio Nobel da Literatura; na partilha de leituras diversificadas...Caros Leitores, Votos renovados de Bom Ano e Boas Leituras! O grupo de leitura do Clube do Pessoal, Delegação de Lisboa, retoma as atividades no próximo dia 19, quinta-feira, para abordar a intervenção literária de Manuel Teixeira Gomes, que foi Presidente da República entre 1923 e 1925. O catálogo da nossa biblioteca dispõe de vários livros deste Autor, com as referências seguintes: Cartas sem moral nenhuma, #355; Regressos, #609; Miscelânea, #1088; Inventário de Junho, #1128; Agosto Azul, #1129; Cartas a Columbano, #1130; Sabina Freire , #1131; O Sítio da mulher morta, #3325; e Correspondência, 2 volumes, #6817 e #6894. Há ainda outras obras editadas e acessíveis, optando-se por deixar à livre escolha, preferências e possibilidades de cada um a obra ou obras em concreto a apreciar, para partilha de impressões e reflexões sobre um Autor porventura menos conhecido da generalidade dos Leitores.

Este ano, visando propiciar maior antecedência para leitura e preparação das sessões, divulga-se o planeamento das próximas obras a apreciar:

Fevereiro, "Barranco de cegos", de Alves Redol, estimando-se a participação do Eng. António Redol, Filho do renomado Autor - #9590; Março, "O rebate", de José Rentes de Carvalho; Abril - "Os Hereges", de Leonardo Padura; Maio - "Tiago Veiga", de Mário Cláudio; Junho - "Gaivotas em terra", de David Mourão Ferreira; Julho - "O judeu", de Bernardo Santareno; Setembro - "O pintassilgo", de Donna Tartt.

Como habitualmente, breves notas sobre a sessão anterior, bem intensa: percorreu-se o fio da nossa poesia trovadoresca, das Cantigas de Amigo e de Amor, com El Rei Dom Dinis e outros Autores, até aos tempos atuais, incluindo António Gedeão (Dia de Natal) e Natália Correia, mas também se ouviu poesia e música de Leonard Cohen e Bob Dylan, músicos premiados pela sua obra literária, respetivamente com o Prémio Príncipe das Astúrias para as Letras e o Prémio Nobel da Literatura; na partilha de leituras diversificadas, houve tempo e lugar para duas obras recentíssimas, publicadas por Familiares de membros do grupo de leitura – “Poemas de ontem e de hoje (glosas)”, de Luísa Maria Galhavano Fragoso, e “Utopia – Poema para o amanhã”, de Francisco Coelho Madureira, curiosamente dois títulos abrangendo passado, presente e futuro!; depois, além da saudação especial da Quadra Festiva, culminou-se a celebração dos 40 anos da EDP e do Clube do Pessoal com a apresentação do livro especialmente editado para o efeito pela EDP, com fotografias de Edgar Martins e a lista dos colaboradores desde 1976, que mereceu viva curiosidade dos participantes, pesquisando o próprio nome ou de Familiares, logo desatando o nó das memórias e das vivências humanas que, inexoravelmente, dão forma, conteúdo e identidade a uma grande empresa como a EDP.

Até dia 19 ou até uma das próximas sessões, na Av. Defensores de Chaves, 4. E até ao final do ano ainda pode sugerir outros livros. Participe!

Sessão do grupo de leitura: dia 15 de Novembro, das 18:30h às 20h — Cantares dos Trovadores Galego – Portugueses
Notícia dez 2016

  • A ponte sobre o Drina , de Ivo Andric, livro que animará a sessão de Novembro do grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP.

Da obra apreciada em Novembro ficou-nos o fôlego literário, histórico e crítico de um Escritor notável, Ivo Andric, que discorre sobre os tempos e os costumes, a política e a guerra, atribulações e venturas em torno d’«A ponte sobre o Drina», metáfora poderosa para a sucessão de acontecimentos que integram os destinos e a alma das gentes da Bósnia e da região dos Balcãs, por sua vez símbolo dos desígnios e trabalhos da Europa e, porventura, da Humanidade inteira. Caros Leitores,

A atribuição do Nobel da literatura em 2016 e o advento natalício são as fontes próximas de inspiração da sessão do Grupo de Leitura da Delegação de Lisboa do Clube do Pessoal EDP, no próximo dia 15 de Dezembro, às 18:30h, na Av. Defensores de Chaves, 4.

Como habitualmente, haverá contribuições, partilhas e leitura em voz alta, a benefício de todos os participantes, desta vez sem um livro definido (no entanto, a nossa Biblioteca dispõe de várias obras de referência, de que é exemplo «Cantares dos Trovadores Galego – Portugueses, seleção de Natália Correia», #9096 no Catálogo) mas abrindo à imaginação e à memória da poesia em língua portuguesa, em especial do género trovadoresco, da época medieval à atualidade, passando naturalmente pelas baladas e canções de intervenção, a que juntaremos apontamentos relativos à Quadra Festiva.

Da obra apreciada em Novembro ficou-nos o fôlego literário, histórico e crítico de um Escritor notável, Ivo Andric, que discorre sobre os tempos e os costumes, a política e a guerra, atribulações e venturas em torno d’«A ponte sobre o Drina», metáfora poderosa para a sucessão de acontecimentos que integram os destinos e a alma das gentes da Bósnia e da região dos Balcãs, por sua vez símbolo dos desígnios e trabalhos da Europa e, porventura, da Humanidade inteira. Em suma, um grande livro, a fazer jus aos 6 anos de encontros do nosso Grupo de Leitura!

Continuaremos, ainda, a celebrar os 40 anos da EDP e do Clube do Pessoal, através de livros, imagens e evocações várias. Fica o convite à participação de todos os Leitores, Colegas, Familiares e Amigos, Associados do Clube do Pessoal EDP, bem como votos amigos de boas leituras e excelentes Festividades.

Sessão do grupo de leitura: dia 17 de Novembro, das 18:30h às 20h — A ponte sobre o Drina, do Prémio Nobel da Literatura Ivo Andric
Notícia nov 2016

  • A ponte sobre o Drina , de Ivo Andric, livro que animará a sessão de Novembro do grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP.

Caros Leitores,

Na reunião de 20 de Outubro, tivemos uma saborosa conversa: o romance «Americanah», de Chimamanda Ngozi Adichie, tem fôlego e coragem. Assumidamente étnico, trilha os caminhos difíceis das migrações africanas para “eldorados” a norte e ensaia o fenómeno do regresso, nesta caso à Nigéria natal e a problemas novos ou de sempre. A “ponte é uma passagem / p’rá outra margem”, diz a nossa canção. Assim é, também, como realidade e representação, enquanto símbolo poderoso de comunhão e passagem para outros estádios, avanços e retrocessos civilizacionais, a velha obra otomana d’«A ponte sobre o Drina», de Ivo Andric, livro que animará a sessão de Novembro do grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP.

O Drina desce das montanhas da atual República do Montenegro, serpenteia o sudeste europeu e serve de fronteira, em parte, entre a Bósnia Herzegovina e a Sérvia; por fim, desagua no Sava, por sua vez afluente do Danúbio. Na correnteza de águas que se julgam irrepetíveis, o Drina transporta o espírito acidentado dos Balcãs e a natureza instável da cultura, da história e, porventura, do fado que habita esta geografia, como confirmam os nomes deambulantes das cidades e regiões que atravessa. O livro faz jus à complexidade no terreno e oferece o panorama diverso em que sucessivamente se alteram Impérios, Estados, populações e vidas, dos ancestrais residentes como dos que partem ou acorrem ao local, em atribulada alternância de cordialidade e violência, de tolerância e ódio, de amor e bestialidade, moldando a Europa e o curso do mundo. Sucedeu na deflagração da Grande Guerra, não se evitou em novo conflito mundial e repetiu-se no teatro de horrores a que Andric já não assistiu, em pleno século XXI, tão cheio de conflitos como os anteriores.

Sortilégio do engenho humano, as pontes unem e dividem, com o estranho condão de ligar o mesmo que separam, ora fechando, ora abrindo, ora recebendo, ora invadindo, ora misturando gentes e povos, exércitos e comerciantes, famílias e anónimos, letrados e operários, ricos e pobres, turistas e refugiados, afinal paleta da humanidade entrelaçando ocidente e oriente, cristãos e muçulmanos, conquistadores e conquistados, independentes e integrados, ou tanto mais que analisaremos e partilharemos no dia 17 de Novembro, das 18:30h às 20:00h, nas instalações da sede da Delegação de Lisboa, na Av. Defensores de Chaves, 4.

Na reunião de 20 de Outubro, tivemos uma saborosa conversa: o romance «Americanah», de Chimamanda Ngozi Adichie, tem fôlego e coragem. Assumidamente étnico, trilha os caminhos difíceis das migrações africanas para “eldorados” a norte e ensaia o fenómeno do regresso, nesta caso à Nigéria natal e a problemas novos ou de sempre. Em boa hora, problematiza usos e abusos do poder, económico e político, o estatuto social, o racismo ou o preconceito, a linha ténue entre inclusão e exclusão – e, é claro, a singularidade do drama individual das suas personagens, mesmo em atitudes e movimentos tipificáveis em que o caso Humano se desenrola e desdobra, volve e revolve, não raro guardando para sempre sonhos e pesadelos que lavram por dentro a alma dos seres humanos e tecem a rede, os enredos e a trama das relações familiares e afetivas de todas as pessoas. Neste caso, cotejando os ambientes de metrópoles consolidadas e emergentes, muito diferentes mas comungando florescentes tecnologias e plataformas, numa conexão cada vez mais global.

Aproveitámos para comemorar 6 anos de grupo de leitura e 40 de EDP e do Clube do Pessoal. Em Novembro, prosseguiremos as celebrações. Em Dezembro, dia 15, dedicaremos a sessão à poesia, em referência à decisão da Academia Nobel em 2016 e homenagem aos nossos trovadores e cantores de intervenção.

Participe também, com boas leituras, memórias dos caminhos percorridos e desafios para o futuro.

Sessão do grupo de leitura — dia 20 de Outubro, das 18h30 às 20h — Americanah, de Chimanda Ngozi Adichie
Notícia out 2016

  • Desta vez, a obra em análise é Americanah , da nigeriana Chimanda Ngozi Adichie, conforme anunciado antes das férias de Verão.

Caros Leitores,

Na reunião de Setembro, confirmámos o interesse, o valor e a mestria de Mário de Carvalho, em particular sobre «Um deus passeando pela brisa da tarde»; fez lembrar o seu formidável conto “Quatrocentos mil sestércios”, também aflorando, com mais consistência e profundidade, a época da presença romana em territórios lusitanos, os seus personagens típicos, enredos e costumes sociais como numa visita guiada ao magnífico Museu Nacional de Arqueologia, mas também os fenómenos ainda hoje omnipresentes das insondáveis tramas de poder, do magnetismo das relações afetivas ou das inexoráveis migrações humanas, em especial dos povos que, desde sempre, atravessam o desespero, o mar e os perigos do Mediterrâneo.Ainda a comemorar o 40º aniversário da EDP e do Clube do Pessoal, já temos mais uma celebração: VI ano de atividades do grupo de leitura, quem diria?

Pois é, iniciámos esta comunidade em 2010 e já lemos, apreciámos e partilhámos 60 livros. As sessões de leitura, comentário e… conversa, têm sido uma festa, por isso voltamos a fazer a festa no próximo dia 20 de Outubro. Quer participar no convívio festivo?

Desta vez, a obra em análise é «Americanah», da nigeriana Chimanda Ngozi Adichie, conforme anunciado antes das férias de Verão; para Novembro, a 17, escolhemos «A ponte sobre o Drina», do Prémio Nobel da Literatura Ivo Andric; pode requisitar-se estes livros nas instalações da Delegação de Lisboa do Clube do Pessoal EDP ou através dos serviços de itinerância.

Na reunião de Setembro, confirmámos o interesse, o valor e a mestria de Mário de Carvalho, em particular sobre «Um deus passeando pela brisa da tarde»; fez lembrar o seu formidável conto “Quatrocentos mil sestércios”, também aflorando, com mais consistência e profundidade, a época da presença romana em territórios lusitanos, os seus personagens típicos, enredos e costumes sociais como numa visita guiada ao magnífico Museu Nacional de Arqueologia, mas também os fenómenos ainda hoje omnipresentes das insondáveis tramas de poder, do magnetismo das relações afetivas ou das inexoráveis migrações humanas, em especial dos povos que, desde sempre, atravessam o desespero, o mar e os perigos do Mediterrâneo. Claro que identificámos um ou outro anacronismo, que o Autor de resto há muito reconheceu, mas é uma admirável lição de escrita, de direito romano e suas instituições, figuras e procedimentos, do confronto de culturas, em particular as crenças e divindades locais, dos diferentes períodos da civilização romana e, então em fase atribulada, mas ascendente, do cristianismo nascente. Falámos ainda, brevemente, de outro Mário, Zambujal, de pena mais ligeira e folgazã, sempre divertida sem deixar o seu quê de interpelação dos valores sociais ou da falta que fazem, porventura vezes demasiadas e de quem menos se espera…

Há dias, participámos com muito agrado numa sessão de leituras e declamações organizada pela AREP, Associação que este ano completou o 30º aniversário, momento auspicioso para dar energia a uma parceria virtuosa e aberta à participação de todos os Leitores.

É isto que experimentamos, vivemos e conversamos, uma vez por mês, no grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP. Aqui fica o nosso convite!

O Grupo regressa de férias e reune no dia 22 de setembro com dois títulos — Um deus passeando pela brisa da tarde, de Mário de Carvalho, e Dama de espadas, de Mário Zambujal
Notícia set 2016

  • Reunião do Grupo de Leitura — 22 de setembro com dois títulos Um deus passeando pela brisa da tarde , de Mário de Carvalho, e Dama de espadas, de Mário Zambujal.

  • Reunião do Grupo de Leitura — 22 de setembro com dois títulos Um deus passeando pela brisa da tarde , de Mário de Carvalho, e Dama de espadas, de Mário Zambujal.

Caros Leitores,

Na sessão de Julho passado, além das promessas e ilusões das leituras de Verão, lemos em voz alta alguns trechos selecionados por cada participante, recitámos poesia e revisitámos os 40 anos da EDP, também com a ajuda luminosa de «História da Eletricidade», do Eng. Mário Mariano, obra publicada em 1993 com apoio da EDP e muitas informações pertinentes sobre aspetos tecnológicos mas também sobre a evolução das Empresas e do sector elétrico em Portugal, bem como um bónus de poesia, uma vez que o livro está «ilustrado» com citações e transcrições de textos de Fernando Pessoa, em especial do heterónimo engenheiro, Álvaro de Campos, e as suas reflexões, loas e odes à modernidade, à técnica e … à eletricidade. Com os melhores votos de bom regresso de férias, boas leituras e boa coragem para a nova época, propõe-se mais um desafio para o presente recomeço: acompanhe a comunidade de leitura do Clube do Pessoal, participe nas próximas sessões e celebre o 40º aniversário da EDP e do Clube do Pessoal.

No próximo dia 22 de Setembro, ainda a usufruir do espírito estival, apreciaremos "Um deus passeando pela brisa da tarde", de Mário de Carvalho, e "Dama de espadas", de Mário Zambujal, também como pretexto para uma troca de impressões sobre o conjunto da obra destes dois Escritores Portugueses.

Na sessão de Julho passado, além das promessas e ilusões das leituras de Verão, lemos em voz alta alguns trechos selecionados por cada participante, recitámos poesia e revisitámos os 40 anos da EDP, também com a ajuda luminosa de «História da Eletricidade», do Eng. Mário Mariano, obra publicada em 1993 com apoio da EDP e muitas informações pertinentes sobre aspetos tecnológicos mas também sobre a evolução das Empresas e do sector elétrico em Portugal, bem como um bónus de poesia, uma vez que o livro está «ilustrado» com citações e transcrições de textos de Fernando Pessoa, em especial do heterónimo engenheiro, Álvaro de Campos, e as suas reflexões, loas e odes à modernidade, à técnica e … à eletricidade.

Desta vez, ainda sob os auspícios do 40º aniversário da EDP e do Clube do Pessoal, os Leitores poderão levar fotografias ou documentos antigos, alusivos a tantas e tantas vivências inesquecíveis, mesmo em formato digital, para visualização em monitor, animar a celebração e brindar à nossa energia para todos os desafios futuros.

O grupo de leitura reúne das 18:30h às 20:00h, na Av. Defensores de Chaves, 4C, Delegação de Lisboa do Clube do Pessoal. Participe, contribua e usufrua.

Sessão de Julho, quinta-feira dia 21 — leituras de férias
Notícia julho 2016


Caros Leitores,
Vamos dedicar a sessão de Julho, já na próxima quinta-feira dia 21, ao relevantíssimo tema das leituras de férias: o que levamos na bagagem para as looongas horas de lazer e descanso aproveitadas em boa companhia de familiares, amigos e… livros? e de que trunfos de recurso nos apetrechámos para leituras nos aeroportos e outros interlúdios? o que recomendamos de leituras recentes ou de outras férias? Aproveitaremos também para fazer um ponto de situação das nossas atividades enquanto comunidade de leitura do Clube do Pessoal e celebrar os 40 anos do Clube e da EDP, feitos precisamente este mês, pois a 1 de Julho de 1976 entrou em vigor o Decreto-lei 530/76, de 30 de Junho, que instituiu a EDP – Electricidade de Portugal, EP.

Para os meses seguintes já escolhemos alguns livros:

22 de Setembro, ainda a usufruir do espírito de férias - "Um deus passeando pela brisa da tarde", de Mário de Carvalho, e "Dama de espadas", de Mário Zambujal; os participantes poderão escolher qualquer um dos livros ou ambos para comentar durante a reunião do grupo de leitura ou mesmo outras obras destes dois Autores;

20 de Outubro: «Americanah», da Escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, de que temos recebido boas referências;

17 de Novembro: «A ponte sobre o Drina», do Prémio Nobel da Literatura Ivo Andric, Autor de outras obras editadas em Portugal, incluindo o conhecido «O Pátio Maldito», que se encontra esgotado e não faz parte do catálogo da nossa biblioteca. Os demais livros indicados estão disponíveis para requisição nas instalações da Delegação de Lisboa do Clube do Pessoal EDP ou através dos serviços de itinerância.

Leia e celebre connosco! Até breve, saudação cordial e boas leituras.

O Verão de 2012, de Paulo Varela no próximo encontro do Grupo de Leitura 21 de junho às 18h30
Notícia junho 2016

  • O Verão de 2012 , de Paulo Varela no próximo encontro do Grupo de Leitura 21 de junho às 18h30


Onde é que você estava no 25 de Abril? – a pergunta célebre de Baptista Bastos serve-nos de mote ao livro escolhido para a nossa reunião de Junho, «O Verão de 2012», de Paulo Varela Gomes. Mas aproveitemos o ensejo, onde estávamos, onde estava o Leitor, no Verão de 2012 ou noutro momento significativo? Eis, afinal, uma bela forma de revolver, em nós, a construção da memória, literária ou não, dos factos e das apreciações, dos acontecimentos e da sua interpretação, do que nos tocou, envolveu ou marcou e do que sabemos por reconstrução, por fontes alheias, por dedução ou pura e simplesmente pela força por vezes invencível da imaginação. O exercício é, ou pode ser, prodigioso, devolvendo-nos amiúde sonhos entrelaçados em realidade, ora sonhos tornados realidade ora realidades que parecem afinal sonhos. E como é que os outros veem o que julgamos ver? Os “outros” podem ser os antigos, os estrangeiros, os relatos escritos, outras memórias, porventura também entrelaçadas em algo indefinível ainda que baseadas em registos precisos. A que resultado se chega, entre narrativas por onde perspetivamos os caminhos e a consciência do conhecimento, de nós mesmos, da imagem que propiciamos, da comunidade de que fazemos parte? Em que “eu”, em que País, em que mundo vivemos?

Leia o livro e partilhe a sua análise com o grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP. Poderá ainda sugerir livros para próximas leituras!

Na sessão anterior, por exemplo, novos participantes contribuíram para aumentar o fascínio de uma interessante viagem pela História, no tempo e nas circunstâncias do Rei D. Manuel, «O Venturoso», com preciosos elementos bem documentados sobre a vida e a sociedade da época, em feliz harmonia com a imaginação do Escritor, João Paulo Oliveira Costa, numa fase a vários títulos fértil (mas quanto à descendência dinástica, nem sempre) do então Reino de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia – uf… para um «Império dos pardais», era muito! Concorda?

Reunimos sempre na sede da Delegação de Lisboa do Clube do Pessoal EDP, na Av. Defensores de Chaves, 4, em Lisboa. Cordial saudação literária.

No próximo dia 16 de Maio, das 18:30h às 20:00h, partilharemos leituras e comentários a propósito do romance histórico O Império dos Pardais de João Paulo Oliveira e Costa
Notícia maio 2016

  • No próximo dia 16 de Maio, das 18:30h às 20:00h, partilharemos leituras e comentários a propósito do romance histórico O Império dos Pardais estreia na ficção de João Paulo Oliveira e Costa.


A sessão anterior, dedicada a Autoras de Poesia Portuguesa, excedeu as expectativas: leituras e declamações, comentários e evocações, descobertas e confirmações, foi uma roda-viva de poesia portuguesa, afinal não apenas de autoria feminina – Eduardo Guerra Carneiro, Manuela Amaral, Natália Correia, Adília Lopes, Sofia Martinez, Manuel Alegre, Maria Browne, Florbela Espanca, Sophia de Mello Breyner Andresen, Ana Haterly, Maria do Rosário Pedreira, Maria Teresa Horta… E houve também tempo e espaço para falar de António Lobo Antunes e «Não é meia-noite quem quer», ou seja, uma sessão preenchidíssima. Estimados Leitores,

No próximo dia 16 de Maio, das 18:30h às 20:00h, partilharemos leituras e comentários a propósito do romance histórico «O Império dos Pardais».

A obra de estreia na ficção de João Paulo Oliveira e Costa refere-se a um período venturoso da expansão portuguesa, o tempo de D. Manuel I, personagem que o Autor também investigou e biografou, não como ficcionista mas enquanto historiador e professor catedrático.

Temos, pois, muitas expectativas para a próxima reunião do Grupo de Leitura, como sempre na sede da Delegação de Lisboa do Clube do Pessoal, na Av. Defensores de Chaves, 4, ao Saldanha.

A sessão anterior, dedicada a Autoras de Poesia Portuguesa, excedeu as expectativas: leituras e declamações, comentários e evocações, descobertas e confirmações, foi uma roda-viva de poesia portuguesa, afinal não apenas de autoria feminina – Eduardo Guerra Carneiro, Manuela Amaral, Natália Correia, Adília Lopes, Sofia Martinez, Manuel Alegre, Maria Browne, Florbela Espanca, Sophia de Mello Breyner Andresen, Ana Haterly, Maria do Rosário Pedreira, Maria Teresa Horta…

E houve também tempo e espaço para falar de António Lobo Antunes e «Não é meia-noite quem quer», ou seja, uma sessão preenchidíssima. Aliás, a leitura de poemas suscitou o vivo interesse de se organizar de futuro novos momentos de encontro em torno da poesia – daremos notícia!

Até dia 16, no seu Clube do Pessoal da EDP.

A próxima sessão do Grupo de Leitura será dedicada a Autoras de Poesia Portuguesa e à obra de António Lobo Antunes, Não é meia noite quem quer.
— 18 de abril, às 18h30 no Espaço Arte Aníbal Afonso
Notícia Abril. 2016

  • Não é meia noite quem quer, de António Lobo Antunes e Autoras de Poesia Portuguesa na próxima reunião do Grupo de Leitura


A nossa Leitura anterior, «Número zero», de Umberto Eco, assentou como luva na ideia que fazíamos de uma escrita de boa qualidade mas excedeu a expectativa quanto à extraordinária capacidade de comentar e criticar a sociedade de informação e manipulação, infelizmente muitíssimo atual e abrangente, com inteligência e sabedoria mas em aliança com uma linguagem simultaneamente cuidada e acessível, além de uma cultura vastíssima, adquirida e partilhada com Humanismo, cidadania e criatividade, assim era e nos ficará em memória o ilustre Professor de Bolonha. Caros Leitores,

A próxima sessão do Grupo de Leitura do Clube do Pessoal EDP será dedicada a Autoras de Poesia Portuguesa. Além de análise e comentários, provaremos de viva voz as nossas escolhas em verso, pelo que a partilha começa logo na revisitação ou descoberta de poemas a selecionar para tornar especial e gratificante o nosso momento de partilha sob os auspícios das Poetisas Portuguesas. Enfim, a pesquisa poderá incluir outras literaturas de língua portuguesa, abrindo à lusofonia em geral.

Também abordaremos a obra «Não é meia noite quem quer», romance de 2012 de António Lobo Antunes, já várias vezes sugerido para as nossas sessões de Leitura, um dos Autores portugueses mais consagrados e sempre um forte candidato ao Nobel da Literatura.

A nossa Leitura anterior, «Número zero», de Umberto Eco, assentou como luva na ideia que fazíamos de uma escrita de boa qualidade mas excedeu a expectativa quanto à extraordinária capacidade de comentar e criticar a sociedade de informação e manipulação, infelizmente muitíssimo atual e abrangente, com inteligência e sabedoria mas em aliança com uma linguagem simultaneamente cuidada e acessível, além de uma cultura vastíssima, adquirida e partilhada com Humanismo, cidadania e criatividade, assim era e nos ficará em memória o ilustre Professor de Bolonha.

As nossas reuniões de Leitura têm sido realizadas no Espaço Arte Aníbal Afonso, na sede da Delegação de Lisboa do Clube do Pessoal, Av. Defensores de Chaves, 4, onde atualmente se encontra uma exposição de fotografia do Colega António Fonseca, intitulada «Aqua», constituindo mais um gratificante motivo de inspiração, pelo que reiteramos o convite a todos os Leitores: dia 18 de Abril, das 18:30H às 20:00H, há mais uma sessão de Leitura e todos são bem vindos.

E em Maio, o que iremos ler? Quer fazer também uma sugestão? Participe também!

Número Zero, de Umberto Eco é a nossa escolha de leitura de março — sessão antecipada para segunda-feira, dia 14.
— Segunda 14 de março, 18h30
Notícia março. 2016

  • Número Zero de Umberto Eco é a nossa escolha de leitura de março — sessão antecipada para segunda dia 14 às 18h30


Da sessão anterior poderemos talvez exprimir que soube a pouco, tanto haveria a partilhar, refletir e debater… ainda assim, falámos de muito mais do que sobre o livro de Fevereiro, «O périplo de Baldassare», falámos de outras obras de Amin Maalouf – Samarcanda, As Cruzadas vistas pelos árabes, Leão, o Africano – e falámos de viagens, feitas ou idealizadas, evocando a sucessão das ideias através da História, as semelhanças e diferenças culturais, políticas ou religiosas nas civilizações que habitaram o espaço europeu e a sua vizinhança mas também a identidade profunda da essência dos seres humanos, afinal todos nascemos livres e iguais em dignidade e em direitos. Estimados Leitores,

Antecipámos um pouco a próxima sessão do grupo de Leitura do Clube do Pessoal EDP e vamos reunir no dia 14 de Março de 2016, uma segunda-feira, às 18:30H, nas instalações da Delegação de Lisboa, na Av. Defensores de Chaves, 4. «Número zero», de Umberto Eco, é a escolha deste mês, forma também de prestar homenagem e conhecer melhor um Autor renomado e de reconhecidos méritos intelectuais, culturais e humanos, no ensaio, no romance e no saber em geral, ligando artes, humanidades e ciências, evocando tempos históricos diversos, da Idade Média à atualidade e, porventura, ao futuro incógnito. No romance em apreço, a atenção de Eco recai sobre a comunicação social e as diferentes agendas que pairam impiedosamente sobre um bem muito precioso e por isso demasiado cobiçado: a informação.


Da sessão anterior poderemos talvez exprimir que soube a pouco, tanto haveria a partilhar, refletir e debater… ainda assim, falámos de muito mais do que sobre o livro de Fevereiro, «O périplo de Baldassare», falámos de outras obras de Amin Maalouf – Samarcanda, As Cruzadas vistas pelos árabes, Leão, o Africano – e falámos de viagens, feitas ou idealizadas, evocando a sucessão das ideias através da História, as semelhanças e diferenças culturais, políticas ou religiosas nas civilizações que habitaram o espaço europeu e a sua vizinhança mas também a identidade profunda da essência dos seres humanos, afinal todos nascemos livres e iguais em dignidade e em direitos.

Como é que uma partilha tão enriquecedora e gratificante ainda sabe a pouco? Participe e descubra porquê! Leia «Número zero» e habilite-se a uma boa sessão do nosso grupo de Leitura, seja também um dos nossos Leitores de alma cheia!

O Périplo de Baldassare de Amin Maalouf é a nossa escolha de leitura de fevereiro
— 25 de fevereiro, quinta-feira 18h30
Notícia fev. 2016

  • O Périplo de Baldassare de Amin Maalouf é a nossa escolha de leitura de fevereiro — dia 25 quinta-feira 18h30

Caros Leitores,

A sessão anterior redundou em debate animado. Pela cativante e dinâmica narrativa de Agustina em torno de uma família em intensa ligação à sociedade e à natureza da região duriense. Pelo estilo judicioso e recurso a deliberada crueza, fomentando no Leitor a incerteza relativamente à protagonista, ora humana, ora heroína...Para a nossa leitura de Fevereiro, escolhemos uma obra de Amin Maalouf, «O périplo de Baldassare», roteiro romanceado e deslumbrante do tempo medieval (1666, ano curioso de exaltação dos misticismos) e do cruzamento de culturas no espaço e no tempo. Ao jeito de suspense policial e itinerário entre realidades interligadas mas, não raro, conflituantes, o livro é uma saga pessoal e familiar de personagens multifacetadas, surpreendentes e surpreendidas num enredo emocional e mental. E delicada gesta amorosa, afinal impulso poderoso do encantamento da literatura e das artes em geral, como da própria aventura da Humanidade. Ah… também narrativa brilhante do fascínio dos e pelos livros…

A sessão anterior redundou em debate animado. Pela cativante e dinâmica narrativa de Agustina em torno de uma família em intensa ligação à sociedade e à natureza da região duriense. Pelo estilo judicioso e recurso a deliberada crueza, fomentando no Leitor a incerteza relativamente à protagonista, ora humana, ora heroína. Por lembrar a escrita de Camilo Castelo Branco, só que mais realista, menos rendilhada e de estranha rarefação política – escrito em plena ditadura e versando um século tão complexo, desde meados de XIX, apenas uma ou outra frase incidental sobre acontecimentos tão marcantes como o ultimatum, a República, a Grande Guerra. Pelo especial papel e domínio atribuído às mulheres e em particular à que empresta o título ao livro. E pela pertinente interpelação de um dos participantes: será «A sibila» uma obra intemporal?

Certo é que foi muito bem empregue o tempo de leitura e partilha, embora (ou também por isso!) obrigando a frequente consulta ao dicionário, a respeito de termos já inusuais ou mesmo esquecidos mas que ainda fazem riquíssima a língua portuguesa, que ao longo dos séculos se falou e escreveu de modos diversos, acolhendo vocábulos e formas de expressão de todas as partidas do mundo, sinalizando tempos em que, pioneiros, acelerámos a globalização. Sobre esta e outras obras, partilhe também a sua leitura e opinião.

Então até dia 25, às 18:30h, na Av. Defensores de Chaves, 4, instalações da Delegação de Lisboa do Clube EDP. E boas Leituras!

Em 2016, a 21 de janeiro, começaremos com A Sibila, de Agustina Bessa Luís
— 51ª sessão, dia 21 de janeiro, quinta-feira 18h30
Notícia 14 dez. 2015

  • A Sibila ,de Agustina Bessa Luís é o livro da 51ª sessão de leitura de 21 de janeiro, quinta-feira 18h30

Caros Leitores,

O Grupo de Leitura do Clube do Pessoal da EDP realizou a 50ª sessão de leitura no passado dia 17, apreciando a obra «As noivas do sultão», de Raquel Ochoa, uma jovem Autora que vai trilhando o seu promissor percurso literário. Assim, concluímos 2015 com 11 livros lidos, cerca de meia centena desde 2010.

Em 2016, a 21 de Janeiro, começaremos com «A sibila», de Agustina Bessa Luís, um clássico incontornável da literatura portuguesa do Século XX. Romance premiado, nele a Escritora tece com mestria as personagens e as relações características do Portugal rural de Entre-Douro-e-Minho, ao longo da segunda metade do século XIX e primeira de XX. Esta obra integra o catálogo da Biblioteca da Delegação de Lisboa do Clube EDP. Autora de uma obra extensa, de romance e novela mas também teatro, contos e literatura infantil, Agustina foi merecidamente laureada com variadíssimos prémios nacionais e internacionais, antes e depois do 25 de Abril.

Escolhemos também o nosso livro para Fevereiro: «O périplo de Baldassare», de Amin Malouf, libanês radicado em França e Autor de outras obras reconhecidas mundialmente, como «As cruzadas vistas pelos árabes» ou «Samarcanda». Além de uma escrita notável, estas obras oferecem também uma perspetiva invulgar, a partir de um riquíssimo cruzamento de culturas. As sessões decorrem das 18:30H às 20:00H, na Delegação de Lisboa, Av. Defensores de Chaves, 4, e todos os Leitores são bem vindos. Bom Ano e Boas Leituras!

As noivas do sultão de Raquel Ochoa é o livro da 50ª sessão de leitura de 17 de dezembro, quinta-feira 18h30
Notícia 14 dez. 2015

  • As noivas do sultão de Raquel Ochoa é o livro da 50ª sessão de leitura de 17 de dezembro, quinta-feira 18h30

Da leitura anterior resultou confirmado o génio de José Saramago, n’«O ano da morte de Ricardo Reis» mais uma vez edificando um livro sobre o pilar de uma ideia, neste caso o encontro de Fernando Pessoa com o seu heterónimo...Caros Leitores,

Em Novembro completámos 5 anos de atividades do Grupo de Leitura do Clube do Pessoal e em Dezembro voltamos a celebrar: dia 17, realizaremos a 50ª sessão de leitura.

A obra escolhida, «As noivas do sultão», parte de um insólito mas aliciante suporte documental, pretexto verídico para ficcionar rocambolesca aventura, bem ao jeito de Raquel Ochoa, registo irresistível que nos embarca num misto de romance histórico, livro de viagens e conjetura policial, tecendo personagens de rígida hierarquia social e entretecendo o suspense de um suposto incidente diplomático entre os reinos marroquino e português nos finais de XVIII, de caminho analisando costumes, condição feminina, teias do poder, fascínio e mistério de insuspeitas diferenças e por raro admitidas semelhanças culturais e políticas entre Marrocos e Portugal, islâmicos e cristãos, mouros e europeus, tempos antigos e atuais.

Da leitura anterior resultou confirmado o génio de José Saramago, n’«O ano da morte de Ricardo Reis» mais uma vez edificando um livro sobre o pilar de uma ideia, neste caso o encontro de Fernando Pessoa com o seu heterónimo, assim atiçando a imaginação própria e a dos Leitores, revisitando poesia, filosofia e biografia do vate, oferecendo agudo exame de 1936, ano de condensados pretextos, argumentos e expedientes da consolidação da ditadura em Portugal e – nela inspirada, porventura – da ascensão dos falangistas e nacionalistas que derrubariam os republicanos então eleitos em Espanha, ainda confrontando vida e obra literária do Poeta, corporizando-lhe um romance póstumo, antes apenas idealizado em odes a Lídia e cartas a Ophélia, na escrita como na realidade, e por acréscimo interpelando(-nos) com desassossego e desassombro, por exemplo sobre o que seria Portugal sem Camões, metáfora quiçá de toda a Poesia, de toda a Arte, de toda a Liberdade. Como habitualmente, reunimos às 18:30H, na Delegação de Lisboa, Av. Defensores de Chaves, 4, e o convite é formulado a todos os Leitores, ou seja, todos somos convidados. Quer também convidar alguém?

Grupo de Leitura celebra o 5º aniversário
O Ano da Morte de Ricardo Reis
de José Saramago é o livro do próximo encontro de 19 de novembro, quinta-feira 18h30

Notícia 10 nov. 2015

  • O ano da Morte de Ricardo Reis de José Saramago é o livro do próximo encontro de 19 de novembro, quinta-feira, das 18h30 às 20h

A nossa reunião anterior foi intensa a ponto de se prolongar em debate e convívio além do tempo e do espaço normalmente dedicados à sessão, tal foi o entusiasmo na abordagem de um grande livro: «Os memoráveis», de Lídia Jorge. Nesta obra admirável, afinal também uma ficção bem documentada, a Autora suscita um “acordar da História”, às mãos das gerações pós 25 de Abril de 1974, mais a sensibilidade e memória de diversos intervenientes, que os Leitores são desafiados a identificar, sobre tempos únicos vividos em Portugal, ainda hoje exemplares para o Mundo, pela genuinidade e heroísmo de muitos bravos, pela capacidade de apaziguamento e alegria de um Povo ou pela benfazeja e libertadora luz de um anjo, para substituir ditadura e guerra por democracia e esperança, legado aos vindouros assim gravado em belas páginas da literatura portuguesa.Caros Leitores,

O nosso Fernando Pessoa viajou para o grande livro da eternidade em 30 de Novembro de 1935 e, mesmo se a póstuma publicação das suas obras ainda hoje continua um virtuoso desassossego, na véspera terá escrito a sua última e premonitória frase ou verso: “I know not what tomorrow will bring”. Talvez desafiando esse desconhecido, um dos seus heterónimos, Ricardo Reis, então no Brasil há dezasseis anos, inspirou José Saramago a romancear o seu regresso a Lisboa e imaginar uma possível biografia que Pessoa, ao contrário do que destinou a outros heterónimos, deixara em aberto: eis o rastilho para a trama da obra que o Grupo de Leitura do Clube do Pessoal EDP escolheu para a próxima sessão – «O Ano da Morte de Ricardo Reis», um grande livro recomendado no Plano Nacional de Leitura.

De quanto Ricardo Reis testemunhou, pressentiu e vaticinou, agora na ficção do nosso Nobel da Literatura, nesses tempos anunciadores das terríveis catástrofes sociais que então se abateram longamente sobre Portugal, a Espanha e a Europa, trataremos nós em análise e partilha, prazenteiro exercício coloquial e ofício amador de Leitores, Colegas e Amigos, no próximo encontro a realizar no dia 19 de Novembro de 2015, às 18:30H, na Delegação de Lisboa, Av. Defensores de Chaves, 4.

Quer também participar? Leia a obra, junte-se ao Grupo de Leitura e aproveite para celebrar o 5º Aniversário desta aventura!

Em Dezembro, dia 17, vamos apreciar «As noivas do Sultão», de Raquel Ochoa. E para 2016, quer sugerir um livro?

Os Memoráveis de Lídia Jorge é o livro do próximo encontro de 22 de outubro, quinta-feira 18h30
Notícia 30 out. 2015

  • Os Memoráveis de Lidia Jorge é o livro do próximo encontro de 22 de outubro, quinta-feira, das 18h30 às 20h

Na sessão anterior, a abordagem ao clássico «O leopardo», obra única e de enorme atualidade, confirmou a notável mestria de leitura política e sociológica sempre creditada a Lampedusa. Mas uma boa surpresa foi o brilho literário das páginas geniais onde Príncipes e terratenentes prefiguram a ascensão de novos agentes de poder em pleno “risorgimento italiano” e os movimentos sociais no declínio do antigo regime e dealbar de ideias liberais, mudanças que afinal nem sempre mudam tanto como isso.Caros Leitores,

Conforme previamente anunciado, o Grupo de Leitura escolheu Os memoráveis para leitura, análise e partilha no dia 22 de Outubro, às 18h30h, nas instalações do Clube do Pessoal, na Av. Defensores de Chaves, 4, em Lisboa.

A obra em apreço ficciona os efeitos do tempo sobre ilusões e desilusões, intensidade e serenidade, utopia revolucionária e regresso à dura realidade política, e sobre as gerações desde Abril de 74, porventura seguindo um fio decifrador pelo eterno labirinto da libertação do Homem e dos Povos, em metafóricos “riscos na terra desenhados ao longo dos séculos a poder de sangue", de certo modo atualizando «O dia dos prodígios», o primeiro livro de Lídia Jorge.

Recentemente galardoada com o Prémio Luso-Espanhol de Cultura 2014, a Autora afirmou, numa entrevista ao jornal Público: «Neste momento, há milhares de páginas a serem escritas que podem renovar o mundo”. Esta perspetiva esperançosa, a par da sensibilidade, do talento e de uma intervenção desassombrada, tem valido à Autora numerosos reconhecimentos literários e cívicos – e a nós, Leitores, convida, estimula e desafia.

Na sessão anterior, a abordagem ao clássico «O leopardo», obra única e de enorme atualidade, confirmou a notável mestria de leitura política e sociológica sempre creditada a Lampedusa. Mas uma boa surpresa foi o brilho literário das páginas geniais onde Príncipes e terratenentes prefiguram a ascensão de novos agentes de poder em pleno “risorgimento italiano” e os movimentos sociais no declínio do antigo regime e dealbar de ideias liberais, mudanças que afinal nem sempre mudam tanto como isso. Mas se o quotidiano sempre regressa, também, como diz Lídia Jorge, «o mundo imaginário é um reino sem limites» e ao menos a literatura e os Leitores podem clamar por vitória, renovação e esperança!

Apelamos à participação de todos os Leitores. Obrigado.

O leopardo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa é o livro do próximo encontro de 24 de setembro, quinta-feira, das 18h30 às 20h
Notícia 4 set. 2015

  • O leopardo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa é o livro do próximo encontro de 24 de setembro, quinta-feira, das 18h30 às 20h

Apreciámos «O sonho mais doce», obra da Escritora Doris Lessing, Prémio Nobel da Literatura em 2007, livro interessante e que mereceu referências muito positivas, quer sobre a sua qualidade literária, construção e apresentação do enredo, técnicas e opções, quer pela valia social e política decorrente da luz que faz sobre as épocas, lugares e personagens caracterizadas, com especial enfoque nos anos 60, na Grã-Bretanha e em África, mas abrangendo três gerações, o seu tempo e os seus valores ou a falta deles, com maior relevo às personalidades femininas.Caros Leitores,

No passado dia 23 de Julho, dia em que o Clube do Pessoal EDP homenageava Mestre Aníbal Afonso e inaugurava uma admirável exposição de Artes Plásticas de sua Autoria, realizou-se a reunião de Julho do Grupo de Leitura.

Apreciámos «O sonho mais doce», obra da Escritora Doris Lessing, Prémio Nobel da Literatura em 2007, livro interessante e que mereceu referências muito positivas, quer sobre a sua qualidade literária, construção e apresentação do enredo, técnicas e opções, quer pela valia social e política decorrente da luz que faz sobre as épocas, lugares e personagens caracterizadas, com especial enfoque nos anos 60, na Grã-Bretanha e em África, mas abrangendo três gerações, o seu tempo e os seus valores ou a falta deles, com maior relevo às personalidades femininas.

Para a próxima sessão, dia 24 de Setembro de 2015, escolhemos «O leopardo», obra muito conhecida pelo filme homónimo, de Luchino Visconti, com Burt Lancaster, Claudia Cardinale e Alain Delon. Mas a nossa atenção é ao livro, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, publicado apenas depois do falecimento do Autor, precisamente num dia 23 de Julho.

«Il Gattopardo», no original italiano, refere-se ao felino que simboliza a família brasonada em que se inspira o romance. Tornou-se um clássico da Literatura italiana, europeia e universal. Caracteriza admiravelmente um ambiente conturbado social e politicamente, bem como a crueza de sempre nas lutas pela apropriação e manutenção do poder. Desta obra, além do fenómeno político-sociológico batizado de “gattopardismo”, reconhecemos um aforismo de grande alcance: “é preciso que tudo mude, para ficar tudo na mesma”, tradução livre da célebre frase – «Se vogliamo che tutto rimanga come è, bisogna che tutto cambi.» – que Lampedusa atribui a um dos protagonistas da nossa próxima leitura, obra disponível no catálogo da Biblioteca do Clube do Pessoal.

Também nos propomos ler e analisar «Os memoráveis», de Lídia Jorge, no dia 22 de Outubro.

Estamos todos convidados: participemos!

O sonho mais doce de Doris Lessing é o livro do próximo encontro de 23 de julho quinta-feira, das 18h30 às 20h
Notícia 24 junho 2015

  • O sonho mais doce de Doris Lessing é o livro do próximo encontro de 23 de julho

A nossa reunião anterior incidiu sobre «Vinte degraus e outros contos», de Hélia Correia, a quem entretanto foi justamente atribuído o Prémio Camões, a maior distinção da literatura em língua portuguesa, o que nos deixou algum orgulho pois acertámos em cheio na escolhaOptámos por uma das 13 mulheres laureadas com o Prémio Nobel da Literatura e escolhemos «O sonho mais doce» para a nossa leitura do mês. Doris Lessing, entretanto falecida, foi a 11ª escritora premiada – em 2007 – com o Nobel, num total de 111 escritores laureados.

A próxima sessão do Grupo de Leitura realiza-se no dia 23 de julho de 2015, quinta-feira, das 18h30 às 20h, nas instalações do Clube do Pessoal, na Av. Defensores de Chaves, 4, em Lisboa.

A nossa reunião anterior incidiu sobre «Vinte degraus e outros contos», de Hélia Correia, a quem entretanto foi justamente atribuído o Prémio Camões, a maior distinção da literatura em língua portuguesa, o que nos deixou algum orgulho pois acertámos em cheio na escolha. Quanto à obra apreciada, mereceu perspetivas diversas, como é interessante e natural que aconteça, mas reconhecendo-se um claro fio condutor da análise incisiva e desassombrada da condição humana, em especial da condição das mulheres, bem como de uma escrita admirável, rica e de certa complexidade narrativa, com registos ora de intensa ternura, ora de inteira crueza, ora mais oníricos, ora panteístas, mas – mesmo sendo alguns dos contos por vezes categorizados como “depressivos”- sempre de um humanismo dignificante, lúcido e esperançoso.

Convida-se todos os leitores, colegas, amigos e familiares a participar; o Grupo de Leitura já tem um historial de partilha em torno dos livros e do que através deles nos transmitem pessoas admiráveis, estimulando a nossa imaginação, cultura e confraternização em torno das Artes. Participem!

Vinte degraus e outros contos de Hélia Correia é o livro do próximo encontro de 18 de junho
Notícia 19 maio 2015

  • Vinte degraus e outros contos de Hélia Correia é a obra escolhida para o próximo encontro do Grupo de Leitura no dia 18 de junho às 18h.

O livro Na rua das lojas escuras, do Nobel Patrick Modiano, suscitou interessantes análises, partilhas e dúvidas, amplamente justificadas pelo registo próximo do género policial, pelo ambiente soturno e surpreendentes migrações da II Grande Guerra e pelo tema da perda da memória e da identidade. Para a próxima leitura, escolhemos uma autora portuguesa, Hélia Correia. A obra para a sessão de 18 de junho, quinta-feira, das 18h30 às 20h, é Vinte degraus e outros contos, recente vencedora do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco APE/ C.M. de Vila Nova de Famalicão, cuja cerimónia oficial está agendada para 15 de junho.

A escritora de Lisboa nasceu em 1949, estudou Filologia Românica, pós graduou-se em Teatro Clássico e ensinou Língua Portuguesa. Hélia Correia é mais conhecida pelo seu talento e gosto pela poesia, embora tenha obtido honrosos reconhecimentos e muitos prémios como ficcionista, num percurso de consistente afirmação na Literatura Portuguesa.

Vinte degraus e outros contos – um conjunto de onze – configura um fascinante desafio literário em português, também por algumas referências reconhecíveis da nossa literatura, como é o caso do celebrado Amor de Perdição.

Assim, convida-se todos os leitores, colegas, amigos e familiares a mais uma partilha cultural em torno da leitura, dos livros e da literatura de língua portuguesa.

Entre as sugestões de próximas leituras temos clássicos como Guerra e Paz (sabia que é a obra preferida de Eduardo Lourenço?) e obras recentes, como Os memoráveis, de Lídia Jorge. Esteja atento às divulgações do Grupo de Leitura e são bem vindas outras sugestões!

Todos os sócios do Clube do Pessoal podem inscrever-se nas atividades do Grupo de Leitura, na Av. Defensores de Chaves, 4, e... participar!

Na rua das lojas escuras de Patrick Modiano é o livro do próximo encontro de 14 de maio
Notícia 5 maio 2015

  • Na rua das lojas escuras de Patrick Modiano é o livro do próximo encontro do Grupo de Leitura no dia 14 de maio

Patrick Modiano foi laureado com o Nobel da Literatura em 2014 e é o autor escolhido para a nossa próxima sessão, a 14 de Maio de 2015.

Vamos ler, analisar, comentar, partilhar e conversar sobre o livro Na rua das lojas escuras, disponível na Biblioteca do Clube do Pessoal EDP, obra que em 1978 mereceu o Prémio Goncourt, um dos mais prestigiados da literatura francesa.

O ilustre autor, muito galardoado e considerado o mais importante escritor francês vivo, nasceu em 1945, no ambiente opressivo da 2ª Guerra Mundial e da ocupação alemã, contexto decisivo para a sua personalidade e para a sua obra literária.

Aproveitamos para dar conta da nossa reunião anterior – evocando a celebração do 41º aniversário da instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, e do 40º aniversário das eleições livres para a Assembleia Constituinte, apreciámos o livro Alma, homenagem a Águeda e uma biografia (semi)ficcionada de Manuel Alegre, por sinal co-Autor, com Sophia de Mello Breyner Andersen, do Preâmbulo da Constituição da República Portuguesa aprovada pela 1ª Constituinte, texto ainda inalterado e com evidente marca poética, de que é exemplo a célebre e nunca demais repetida expressão final: tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno – quem nos dera... – mas também lemos poemas selecionados pelos participantes, o que tornou a sessão especialmente agradável, participada e festiva!

Convidamos todos os leitores, colegas, amigos e familiares a participar nesta aventura da leitura e dos livros, recordando que o Grupo de Leitura do Clube do Pessoal realiza as sessões na Av. Defensores de Chaves, 4, das 18h30 às 20h.

Para participar, basta ser sócio do Clube do Pessoal, inscrever-se nas atividades do Grupo de Leitura e... gostar de ler.

O Grupo de Leitura reune no dia 23 de abril às 18h30 e Alma de Manuel Alegre é o livro escolhido.
Notícia 2 abril 2015

  • Alma, de Manuel Alegre é o livro escolhido

Com muito gosto, saudamos a participação de mais colegas de leitura na sessão anterior, dedicada à obra Por favor, não matem a Cotovia, de Harper Lee.

Para o próximo dia 23 de abril, escolhemos um livro de Manuel Alegre, Alma, uma das obras deste autor disponíveis no catálogo da biblioteca do Clube do Pessoal EDP – registo 11393.

Vamos aproveitar a nossa reunião para partilhar algumas leituras de poemas escritos por autores relacionados com o 25 de Abril de 1974 ou alusivos ao tema da democracia em Portugal. Recordamos que o Grupo de Leitura do Clube do Pessoal realiza as sessões na Av. Defensores de Chaves, 4, das 18h30 às 20h, e convidamos todos os leitores a participar e trazer um amigo, familiar ou colega. Para participar, basta ser sócio do Clube do Pessoal, inscrever-se nas atividades do Grupo de Leitura e... gostar de ler.

O Grupo de Leitura reune no dia 26 de março às 18h30
Notícia 3 março 2015

  • Por favor, não matem a Cotovia, de Harper Lee

A próxima sessão de leitura é dia 26 e a obra escolhida é «Por favor, não matem a Cotovia», de Harper Lee - referência 7669 do catálogo da Biblioteca do Clube.

Trata-se de um livro de 1960 e premiado (Pulitzer para ficção, em 1961) que mereceu um filme e Óscar em 1962. A obra fez uma carreira extraordinária junto do público, com milhões de exemplares em sucessivas edições em todo o mundo. Em Portugal começou por chamar-se «Não matem a cotovia» e também foi adotado o título “Mataram a cotovia” mas as recentes edições atribuem-lhe maior deferência: «Por favor, não matem a cotovia» - talvez por inspiração na versão francesa “Ne tirez pas sur l’oiseau moqueur”. O título original pode traduzir-se, literalmente, por «Matar uma cotovia». No Brasil a tradução foi mais livre: «O sol é para todos»!

O tema principal é a luta contra os preconceitos sociais, raciais e de género; mantendo-se muito atual e universal, certo é que abordar os problemas dos direitos cívicos tinha especial intensidade na América dos anos 60 em que decorre a ação, com a violência que percorre a narrativa a fazer contraponto à fragilidade (quiçá comum a todos os seres) da ave escolhida para o título, a cotovia, ave que associamos à magia da Primavera e à esperança de cada (re)nascer do dia.

Recorda-se que o Grupo de Leitura do Clube do Pessoal realiza as sessões na Av. Defensores de Chaves, 4, das 18:30H às 20:00H. Na página internet da Delegação de Lisboa há uma secção do Grupo de Leitura onde se pode consultar várias informações e o registo das actividades anteriores - mais de 40 obras literárias analisadas ao longo dos últimos 4 anos, em 2015 já foram apreciados os livros «Obra ao negro», de Marguerite Yourcenar, e «Os insubmissos», de Urbano Tavares Rodrigues.

Convida-se todos os Leitores a participar e trazer um Amigo, Familiar ou Colega – basta ser sócio do Clube do Pessoal, inscrever-se nas atividades do Grupo de Leitura e... gostar de ler.

Grupo de Leitura agendou a próxima sessão para dia 26 de fevereiro às 18h30
António Marrachinho 6 fev 2015

  • Os insubmissos, de Urbano Tavares Rodrigues, disponível no catálogo da biblioteca do Clube

  • O autor, Urbano Tavares Rodrigues

O Grupo de Leitura do Clube do Pessoal, Delegação de Lisboa, agendou a próxima sessão para dia 26, das 18h30 às 20h, na Av. Defensores de Chaves, 4. Será apreciada a obra Os insubmissos, de Urbano Tavares Rodrigues, disponível no catálogo da biblioteca do Clube. Face à actualidade do tema, à reconhecida qualidade do Autor (6 de dezembro de 1923 - 9 de agosto de 2013) e à diversidade de partilhas dos leitores, perspectiva-se mais uma reunião interessante!

Para participar basta ser sócio do Clube do Pessoal, inscrever-se nas actividades do Grupo de Leitura e... gostar de ler! Em 2015 já foi analisado o livro Obra ao negro, de Marguerite Yourcenar, a 29 de janeiro, numa reunião consensual e agradável, como sempre.
Convida-se todos os leitores a participar e trazer um amigo, familiar ou colega!

Grupo de Leitura comemora 4 anos e faz balanço literário de 2014
Rogério Paulo Cardoso 21 jan 2015

  • Durante o ano de 2014, estiveram em debate onze obras literárias
    Fotografia: Abhi Sharma (https://flic.kr/p/dELbZF)

Foi comemorado em novembro de 2014 o IV aniversário de existência do Grupo de Leitura e como resultado foram já lidas mais do que 40 obras literárias. Durante o ano de 2014, estiveram em debate as seguintes obras literárias:

23-01-2014 — Nome de Guerra, de Almada Negreiros e O Estrangeiro, de Albert Camus
27-02-2014 — Poesia, de Sophia de Sophia de Mello Breyner Andresen
03-04-2014 — Cidade Proibida, de Eduardo Pitta
24-04-2014 — Gaibéus, de Alves Redol
22-05-2014 — Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Marquez
26-06-2014 — Vagão J, de Vergílio Ferreira
17-07-2014 — No Teu Deserto, de Miguel Sousa Tavares
18-09-2014 — O Leitor, de Bernhard Schlink
23-10-2014 — A Cidade de Ulisses, de Teolinda Gersão
20-11-2014 — Trabalhos e Paixões de Benito Prada, de Fernando Assis Pacheco
11.12-2014 — Festa das Actividades do Clube do Pessoal EDP
18.12-2014 — Bolo-rei, chá e leitura, em voz alta para o grupo, de textos ou poema.

Os encontros do Grupo de Leitura decorrem todas as últimas quintas-feiras de cada mês, às 18:30 horas, e são realizadas nas instalações da nossa delegação.

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O Grupo de Leitura reune-se às quintas feiras às 18h30 da quarta semana de cada mês
Os encontros são realizados nas instalações do Clube EDP Lisboa.
Para participar basta ser sócio do Clube.

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